sexta-feira, 27 de maio de 2011

PERDOAR

          Oi amigos, quanto tempo né demorou, mas estou aqui para compartilhar mais um pouco do amor de DEUS.

      De tudo o que se espera de nós, a capacidade de perdoar é, por excelência, o que atesta a transformação de Cristo em nossas vidas. Por isso os não salvos encontram tanta dificuldade em praticá-la. Acho que sei que eles fazem. Rejeitam a trajetória até o perdão e tomam atalhos. Esse é o problema. Eles se tornam vítimas de si mesmos.

       A Revista Veja, em sua edição de 28 de Julho passado, tem como “matéria de capa” o perdão, mais precisamente, “O poder do perdão”. Não deixa de ser, deveras, significativo o fato de estarem a ciência e a midia tratando de um assunto que, por certo, na mente da maioria das pessoas tinha lugar apenas no mundo das religiões e na prática de seus seguidores. O enfoque desse assunto na relação interpessoal e institucional, numa visão psicológica, filosófica, sociológica e política, com sua referência à face do perdão, biblicamente revelada, representa uma contribuição muito especial para a compreensão da necessidade de superação das linhas cruzadas e da eliminação das rupturas que se estabeleceram nas relações humanas, por numerosos motivos. Na matéria, encontram-se depoimentos de pessoas, empresários e governantes que tiveram a capacidade de perdoar ou se mantiveram fechados em relação ao perdão. Segundo um professor da Universidade de Boston, o pedido de perdão contém “três passos básicos par obter perdão. Primeiro, deve-se assumir a responsabilidade pelo erro. Segundo, é preciso repudiar claramente esse erro, mostrando que não se pretende repeti-lo. Terceiro, deve-se exprimir o arrependimento pela dor causada ao próximo.”


   
  Para muitos, o perdão é benéfico, por ser uma conquista humana; para os cristãos, além dessa dimensão, está muito clara a exigência que Jesus colocou na oração do Pai Nosso: “Perdoai as nossas dividas, assim como nós perdoamos os noss devedores.”
     De todos os ensinos de Jesus, o perdão é, sem dúvidas, o mais sensível. Ele ensinou que esse ato deve ser contínuo e não pode ser retido, não importando o que sofremos ou quem nos feriu. Jesus também nos ensinou que o pecado está relacionado a um débito e perdoar significa abrir mão dessa cobrança. No original, perdoar é abandonar (Mt 18. 15-35).
A grande dificuldade de se perdoar está justamente nisso. Hesitamos em abrir mão do nosso direito de justiça ou revide. A injustiça é que mais nos machuca e mata por dentro.
Ninguém tiraria de letra a dor da morte brutal de um inocente filho, a perda de um familiar em um acidente de trânsito com um condutor embriagado, uma traição, uma agressão.
O perdão é um caminho que deve ser caminhado. Ele não está disponível em nós. Tem de ser construído. E essa construção é muito dolorosa, pois exige, muitas vezes, que reencontremos o agressor, que presenciemos a cena do ocorrido, que, de certa forma, traz à tona o sofrimento vivido. Eu não quero ser hipócrita em afirmar que o perdoar é uma tarefa fácil e livre de dores. É difícil, mas muito necessária.
Voltemos ao ensino de Jesus? Ao ensinar sobre o perdão, Ele ensinava sobre a essência do Evangelho. Fomos perdoados mediante a obra que custou Sua vida. O que havia contra nós foi abandonado, foi esquecido, foi cancelado. Éramos injustos, inimigos de Deus, mortos em nossos pecados. Ele ensinou sobre o que perfeita e eternamente fez na cruz. Ele sabia o que estava falando.
Portanto, há uma expectativa de Jesus, pois ele espera que tenhamos a mesma atitude que Ele teve conosco. E é errado condicionar essa atitude ao merecimento. Às vezes perdemos tempo esperando que o agressor mereça o perdão. Perdão é justamente para aqueles que não merecem, que não são dignos dele. Ou éramos merecedores do perdão do Pai?

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